A voz de uma geração revista: Cazuza vai ganhar uma mostra imersiva em sua homenagem. O poeta e cantor, voz de uma geração, completaria 67 anos nesta sexta-feira (4), na semana em que sua mãe, Lucinha Araújo, escolheu para anunciar a exposição CAZUZA EXAGERADO.
Com previsão de abertura para 12 de junho, a mostra inédita será a mais completa dedicada à trajetória e legado do artista até então. Ela deve ocupar uma área de 1.200 m² especialmente construída no topo do Shopping Leblon, Rio de Janeiro, na região frequentada por Cazuza em sua juventude, nos anos 1980.

A exposição será disposta em nove salas com roupas, figurinos, objetos pessoais, cartas, manuscritos originais de letras e poemas, desenhos, documentos e um extenso resgate em áudio e vídeo sobre a vida do cantor. Tudo é feito a partir da memorabília guardada por Lucinha Araújo no Centro Cultural Cazuza e leva a chancela da Fundação Cazuza.
A ideia é resgatar tanto registros da vida quanto da carreira do cantor, voltando a sua infância, por sua fase à frente do Barão Vermelho, até a sua carreira solo e a morte precoce, que o levou aos 32 anos, em julho de 1990.
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“Será uma oportunidade de abrir nosso baú de memórias e histórias, que tenho orgulho de dizer que foi preservado como só uma mãe faria. Sinto que será uma chance imperdível para seus fãs e para todos que amam música”, diz Lucinha.

“Cazuza segue atravessando o tempo e engajando corações de diferentes gerações. Agora, seu legado e sua obra ganham uma grande exposição para marcar os 40 anos de Exagerado, seu primeiro álbum solo.”
Cazuza no Rio e Ney Matogrosso em São Paulo
A exposição em homenagem a Cazuza acontece na sequência de Ney Matogrosso, mostra dedicada ao outro ícone da música brasileira no Museu da Imagem e do Som (MIS-SP).
André Sturm, o curador, contou ao Seu Dinheiro que o pontapé inicial da homenagem veio quando o museu descobriu que Ney Matogrosso havia doado seu acervo pessoal para a faculdade de moda do SENAC.

“E o acervo era espetacular”, relembra Sturm. “Para nossa sorte, o Ney cuidou do que ele produziu, então eram muitos figurinos, muitos objetos, cartazes, releases, capas de disco, enfim, um material maravilhoso, que nos deixou animados, motivados para fazer essa exposição.”
Dividida em seis salas, a exposição paulista marca cada década de trabalho do artista: dos anos 1970, de discos como Água do Céu – Pássaro (1975), Bandido (1976) ou Pecado (1977), passando pelos anos 1980, do clássico Ney Matogrosso (1981) ou de Destino de Aventureiro (1984); os anos 1990 de Um Brasileiro (1996) e Olhos de Farol (1999); até o novo milênio, de álbuns como Vagabundo (2004), Beijo Bandido (2009) e o recente Nu Com a Minha Música (2021).
Por aqui você confere detalhes da exposição, a conversa com o curador e também com Julio Maria e com Esmir Filho, biógrafo de Ney e diretor do filme Homem com H, também dedicado a Matogrosso, que estreia em maio deste ano.
CAZUZA EXAGERADO
CAZUZA EXAGERADO tem curadoria de Ramon Nunes Mello, organizador dos livros Cazuza – Meu lance é Poesia e Cazuza – Protegi teu nome por amor – fotobiografia. Já a direção artística da exposição é da Caselúdico, responsável, entre outros, pela exposição Rá Tim Bum – O Castelo.
Os ingressos da exposição começam a ser vendidos dia 19 de maio e estarão disponíveis em cazuzaexposicao.com.br.
Serviço
Onde: Shopping Leblon
Endereço: Av. Afrânio de Melo Franco, 290 – Leblon, Rio de Janeiro – RJ, 22430-060
Quando: a partir de 12 de junho de 2025
Ingressos: a partir de 19 de maio em cazuzaexposicao.com.br
Classificação Etária: Livre
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