A suspeita sobre o homem que aparece em imagens de câmeras de segurança carregando um saco plástico e depositando o objeto dentro de um contêiner, no Riacho Fundo 1, foi descartada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Inicialmente, a Polícia Militar do DF (PMDF) havia informado que o coletor de lixo flagrada pelo circuito interno levava dentro da sacola as roupas do homem encontrado esquartejado na QN 7 da região administrativa, no início da tarde desta sexta-feira (4/4).
Um cadáver foi encontrado no conjunto 5 da quadra, esquartejado. Os membros estavam divididos em duas caixas. O homem, inicialmente tido como suspeito, vestia camiseta listrada de azul e vermelho, aparece caminhando em uma calçada com um saco preto. Ele passa na frente de um policial militar e segue em direção ao lixo. Agora, ele é considerado pela polícia uma testemunha no processo.
“O meu cliente está saindo pela porta da frente, como testemunha, de cabeça erguida, porque não tem nada a temer. Deixou de suspeito e hoje é apenas uma testemunha”, Elga Serpa, advogada do homem, que não teve a identidade divulgada. Ele e o sobrinho foram levados mais cedo para a 29ª Delegacia de Polícia (Riacho Fundo 1), a princípio sob suspeita.
Um outro homem foi preso pelos investigadores da 29ª DP no fim da noite desta sexta, acusado de ser o autor do esquartejamento. Ele chegou à unidade policial algemado.
Esquartejamento
De acordo com as investigações, um homem abandonou uma caixa preta, que continha o tronco e as pernas da vítima, e colocou em um contêiner no fim da rua. Um morador percebeu o sangue pingando da caixa e acionou a polícia. Posteriormente, o criminoso foi visto novamente no local com uma nova caixa, desta vez azul. Nessa, estavam a cabeça, os braços e outro tronco.
O homem que aparece no vídeo e o sobrinho, prestam serviço para o condomínio retirando o lixo. A defesa dos dois alega que ambos prestaram depoimento, esclareceram todos os fatos e foram liberados.