Desde que adquiriu a Sabesp no ano passado, a Equatorial vem recalibrando o portfólio. Agora, a companhia voltou a mexer na carteira — e a operação pode engordar o bolso dos acionistas.
A empresa anunciou, nesta sexta-feira (4), a venda de sua unidade de transmissão elétrica para uma das maiores gestoras de fundos do Canadá, a CDPQ. A operação tem um valor total (enterprise value) de até R$ 9,395 bilhões.
O valor patrimonial dos ativos foi estimado em até R$ 5,19 bilhões, com base no fechamento do primeiro semestre. Já dívida líquida somava R$ 2,86 bilhões em dezembro de 2024.
Segundo o fato relevante enviado à CVM, a negociação inclui todas as ações da Equatorial Transmissão S.A., empresa que administra sete linhas de transmissão.
“Com a conclusão da operação, a Equatorial deixará de deter qualquer participação direta e/ou indireta na Equatorial Transmissão e nas Transmissoras, cujos ativos foram adquiridos em leilões de 2016 e 2017, e formam um portfólio representativo e de grande qualidade e rentabilidade no setor”, disse a companhia.
A Equatorial informou ainda que os recursos obtidos com a venda poderão ser direcionados tanto para acelerar a redução do endividamento quanto para explorar novas oportunidades de crescimento.
Além disso, a empresa também declarou que há a possibilidade de distribuição de proventos aos acionistas, como dividendos e juros sobre capital próprio, com a conclusão da operação.
A estratégia da Equatorial
Segundo a Equatorial, o acordo com a CDPQ viabiliza a continuidade da estratégia de aprimoramento da estrutura de capital, além de abrir espaço para implementar novas iniciativas.
Porém, essa não é a primeira vez que a companhia brasileira realiza operações que envolvem a gestora canadense para executar estratégias de reciclagem do portfólio.
Após se comprometer com um desembolso de pelo menos R$ 6,9 bilhões para se tornar acionista de referência da Sabesp (SBSP3), a Equatorial (EQTL3) havia decidido reforçar o caixa com a venda de alguns ativos.
Em julho do ano passado, a companhia chegou a vender a Equatorial Transmissora 7 SPE, localizada no Pará. Com o negócio, a concessionária de energia passou a ter como única acionista a Infraestrutura Energia, sociedade que também integra o portfólio do CDPQ.
Na época, a Equatorial afirmou que o movimento fazia parte da estratégia de reciclagem de capital, que buscava a desalavancagem das operações.
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