O revisor de jornal Rubens Bonfim Leal (foto em destaque) foi assassinado brutalmente quando tinha 35 anos em um motel do Núcleo Bandeirante, em 13 de maio de 2018. A barbárie foi desvendada sete anos depois, com a prisão do criminoso divulgada nesta quarta-feira (2/4).
Relembre o caso:
- O corpo de Rubens foi encontrado com marcas de golpes de arma branca no Paradise Vegas Motel, no Setor de Motéis do Núcleo Bandeirante.
- Ele estava na entrada do banheiro de uma suíte, caído no chão, de bruços e nu.
- Mãos e pernas estavam amarradas com lençóis e havia sangue em volta do corpo.
- À época, câmeras de segurança filmaram, apenas, corredores aos quais somente funcionários têm acesso.
Rubão, como os amigos mais próximos o chamavam, tinha como marca registrada a alegria, conforme amigos relataram ao Metrópoles na época. Formado em Letras Espanhol, ele trabalhava como revisor do jornal Correio Braziliense quando foi assassinado.
No sepultamento do jovem, ocorrido no Cemitério Campo da Esperança da Asa Sul, centenas de pessoas marcaram presença e fizeram homenagens emocionadas a Rubens. Foram entoados hinos de louvor comumente cantados por ele e um grupo de amigos nas missas de domingo da Paróquia Divino Espírito Santo, na entrequadra da QE 32/34, no Guará II.
Prisão
O suspeito, que na época do crime tinha 19 anos, tem envolvimento com tráfico de drogas. O Metrópoles apurou que o criminoso é Pedro Alexandre Silva Lobo Boff. Assim que foi identificado, o assassino confessou a autoria do crime aos policiais em depoimento. Ele foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e meio cruel.
O suspeito teria confessado o crime e foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e meio cruel.
Investigação
A PCDF identificou o suspeito após uma investigação complexa, com dezenas de oitivas, entrevistas, exames periciais e medidas cautelares. Segundo a corporação, a autoria foi confirmada por meio de um trabalho contínuo e integrado com o Instituto de Identificação e com o Instituto de Pesquisa de DNA forense. Uma mudança recente na tecnologia permitiu identificar as impressões das digitais e DNA do suspeito.
Na época do crime, uma amiga de Rubens contou que estava com ele em uma festa no Guará, na noite do dia 12 de maio de 2018. Por volta das 4h30, ela o levou para casa, na mesma região administrativa. Segundo ela, Rubens pegou o carro em seguida e disse que “daria uma volta” no Polo de Modas, no Guará II.
Funcionários do motel relataram à Polícia Militar do DF que Rubens chegou ao local por volta das 7h30, dirigindo um VW Gol e acompanhado de um homem. Em determinado momento, após algum tempo dentro nas dependências, o acompanhante de Rubens tentou deixar o estabelecimento, dirigindo o carro do revisor. O rapaz alegou que iria à farmácia comprar remédio.
Como a conta não havia sido paga, o porteiro do motel Josemy Gonzaga impediu a saída do acompanhante. Em seguida, funcionários do local ligaram para a suíte, mas Rubens não atendeu a ligação.
O carro do revisor foi deixado em frente a uma suíte diferente da reservada pela vítima. Os policiais acreditam que o suspeito tenha fugido subindo em uma VW Kombi que estava estacionada e pulou o muro do motel.
Josemy descreveu aos investigadores que o jovem que entrou no quarto com Rubens e fugiu em seguida era branco, magro, de cabelos castanhos e barba rala. O autor do crime trajava bermuda, camiseta e blusa de frio, e calçava chinelos.